
A vida foi má e dura. Sim, foi. E é. Em determinado ponto, a vida, fez de mim, com a minha cumplicidade claro está, uma pessoa rude, áspera, amarga por dentro. E caí no mais fundo de mim. Achando que a luz se tinha extinto, ao meu redor vi emergir não mais que seis pessoas. E foi pela mão destas pessoas que começou a ressurreição. Ressurreição...uma palavra forte não é?! Sim, no entanto é aquela que não raras vezes utilizo para descrever o momento. A luz que pensei extinta para sempre voltou. Cada uma distintamente me ensinou que a essência da vida é o Amor Interior aquele que está presente em cada pensamento e acção. Têm sido anos de caminho e as estas, não mais que seis pessoas, outras mais se lhe vêm juntando e com elas continuo a apreender o sentido de Amor Interior. Hoje quando a vida me troca as voltas e me sinto contrariada e triste e zangada...consigo que num par de horas tudo se resolva cá por dentro. Se 2012 foi o ano no qual todas as minhas emoções foram levadas muito para além do limite, 2013 está a ser o ano mais importante de toda a minha existência até ao momento. O ano em que a saúde cedeu e onde o corpo não deu tréguas até recuperar. O ano no qual enquanto mãe fui chamada a tomar opções muito rigorosas e importantes. O ano em que vou cumprir uma decisiva etapa da minha formação. O ano no qual tenho aprendido a sonhar mais e melhor. O ano no qual tenho aceitado a tratar com liberdade tudo o que indubitávelmente mais amo e que para sempre amarei. Mas acima de tudo ano no qual o acto de dar felicidade a quem me rodeia e a quem efectivamente precisa de mim assume por si só contornos fabulosos porque quando aprendemos a extrair felicidade do simples facto de fazermos alguém feliz, tudo parece cintilar muito mais, mesmo nos dias complicados.