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segunda-feira, 28 de outubro de 2013

[ D ] iz-se por aí que eu tenho umas ideias estranhas!!




Diz-se por aí que eu tenho umas ideias estranhas. Diz-se e talvez seja verdade. O texto de Mia Couto que registo hoje pode até ser longo e duro de se ler. Mas, eventualmente, deverá ser útil que se perca um pouco de tempo com ele. E aos que hoje educam filhos, como eu, tenham presente que está nas nossas mãos, não dar-lhes o TUDO, mas podemos e temos a obrigação moral de lhes  providenciar todos os VALORES que necessitam para serem adultos, efectivamente, felizes mesmo que não possam ter o tal TUDO!! 


"Um dia isto tinha que acontecer Está à rasca a geração dos pais que educaram os seus meninos numa abastança caprichosa, protegendo-os de dificuldades e escondendo-lhes as agruras da vida. Está à rasca a geração dos filhos que nunca foram ensinados a lidar com frustrações. A ironia de tudo isto é que os jovens que agora se dizem (e também estão) à rasca são os que mais tiveram tudo. Nunca nenhuma geração foi, como esta, tão privilegiada na sua infância e na sua adolescência. E nunca a sociedade exigiu tão pouco aos seus jovens como lhes tem sido exigido nos últimos anos.
Deslumbradas com a melhoria significativa das condições de vida, a minha geração e as seguintes (actualmente entre os 30 e os 50 anos) vingaram-se das dificuldades em que foram criadas, no antes ou no pós 1974, e quiseram dar aos seus filhos o melhor. Ansiosos por sublimar as suas próprias frustrações, os pais investiram nos seus descendentes: proporcionaram-lhes os estudos que fazem deles a geração mais qualificada de sempre (já lá vamos...), mas também lhes deram uma vida desafogada, mimos e mordomias, entradas nos locais de diversão, cartas de condução e 1.º automóvel, depósitos de combustível cheios, dinheiro no bolso para que nada lhes faltasse. Mesmo quando as expectativas de primeiro emprego saíram goradas, a família continuou presente, a garantir aos filhos cama, mesa e roupa lavada.
Durante anos, acreditaram estes pais e estas mães estar a fazer o melhor; o dinheiro ia chegando para comprar (quase) tudo, quantas vezes em substituição de princípios e de uma educação para a qual não havia tempo, já que ele era todo para o trabalho, garante do ordenado com que se compra (quase) tudo. E éramos (quase) todos felizes. Depois, veio a crise, o aumento do custo de vida, o desemprego, ... A vaquinha emagreceu, feneceu, secou. Foi então que os pais ficaram à rasca. Os pais à rasca não vão a um concerto, mas os seus rebentos enchem Pavilhões Atlânticos e festivais de música e bares e discotecas onde não se entra à borla nem se consome fiado. Os pais à rasca deixaram de ir ao restaurante, para poderem continuar a pagar restaurante aos filhos, num país onde uma festa de aniversário de adolescente que se preza é no restaurante e vedada a pais. São pais que contam os cêntimos para pagar à rasca as contas da água e da luz e do resto, e que abdicam dos seus pequenos prazeres para que os filhos não prescindam da internet de banda larga a alta velocidade, nem dos qualquercoisaphones ou pads, sempre de última geração. São estes pais mesmo à rasca, que já não aguentam, que começam a ter de dizer "não". É um "não" que nunca ensinaram os filhos a ouvir, e que por isso eles não suportam, nem compreendem, porque eles têm direitos, porque eles têm necessidades, porque eles têm expectativas, porque lhes disseram que eles são muito bons e eles querem, e querem, querem o que já ninguém lhes pode dar!
A sociedade colhe assim hoje os frutos do que semeou durante pelo menos duas décadas. Eis agora uma geração de pais impotentes e frustrados. Eis agora uma geração jovem altamente qualificada, que andou muito por escolas e universidades mas que estudou pouco e que aprendeu e sabe na proporção do que estudou. Uma geração que colecciona diplomas com que o país lhes alimenta o ego insuflado, mas que são uma ilusão, pois correspondem a pouco conhecimento teórico e a duvidosa capacidade operacional.
Eis uma geração que vai a toda a parte, mas que não sabe estar em sítio nenhum. Uma geração que tem acesso a informação sem que isso signifique que é informada; uma geração dotada de trôpegas competências de leitura e interpretação da realidade em que se insere. Eis uma geração habituada a comunicar por abreviaturas e frustrada por não poder abreviar do mesmo modo o caminho para o sucesso. Uma geração que deseja saltar as etapas da ascensão social à mesma velocidade que queimou etapas de crescimento. Uma geração que distingue mal a diferença entre emprego e trabalho, ambicionando mais aquele do que este, num tempo em que nem um nem outro abundam. Eis uma geração que, de repente, se apercebeu que não manda no mundo como mandou nos pais e que agora quer ditar regras à sociedade como as foi ditando à escola, alarvemente e sem maneiras. Eis uma geração tão habituada ao muito e ao supérfluo que o pouco não lhe chega e o acessório se lhe tornou indispensável. Eis uma geração consumista, insaciável e completamente desorientada. Eis uma geração preparadinha para ser arrastada, para servir de montada a quem é exímio na arte de cavalgar demagogicamente sobre o desespero alheio. Há talento e cultura e capacidade e competência e solidariedade e inteligência nesta geração? Claro que há. Conheço uns bons e valentes punhados de exemplos! Os jovens que detêm estas capacidades-características não encaixam no retrato colectivo, pouco se identificam com os seus contemporâneos, e nem são esses que se queixam assim (embora estejam à rasca, como todos nós). Chego a ter a impressão de que, se alguns jovens mais inflamados pudessem, atirariam ao tapete os seus contemporâneos que trabalham bem, os que são empreendedores, os que conseguem bons resultados académicos, porque, que inveja! que chatice!, são betinhos, cromos que só estorvam os outros (como se viu no último Prós e Contras) e, oh, injustiça!, já estão a ser capazes de abarbatar bons ordenados e a subir na vida. E nós, os mais velhos, estaremos em vias de ser caçados à entrada dos nossos locais de trabalho, para deixarmos livres os invejados lugares a que alguns acham ter direito e que pelos vistos - e a acreditar no que ultimamente ouvimos de algumas almas - ocupamos injusta, imerecida e indevidamente?!!!

Novos e velhos, todos estamos à rasca. Apesar do tom desta minha prosa, o que eu tenho mesmo é pena destes jovens. Tudo o que atrás escrevi serve apenas para demonstrar a minha firme convicção de que a culpa não é deles. Haverá mais triste prova do nosso falhanço?"

 Mia Couto

quinta-feira, 25 de julho de 2013

[ Do ] PASC


Vejamos... todos os itens escolares para 2013/2014 estão encaminhados, livros e tudo [ sim sou uma linda ]. Organização das limpezas anuais orientada [ falta só a pior parte ]. Férias agendadas e marcadas. 

quarta-feira, 24 de julho de 2013

[ Do ] Amanhã !!



Um dia as vossas mãos irão crescer. Nesse dia sentirei saudades das vossas mãos pequeninas a espalhar-me creme pelo corpo em noites de Verão. Um dia as vossas mãos irão crescer. Nesse dia sentirei saudades da paz que sai do toque pequenino de cada uma delas nas noites de Verão deste planeta onde o amor só cresce. 

segunda-feira, 22 de julho de 2013

[ Das ] Coisas que o Verão traz!!



Traz pinturas tardias. Traz lambarice de gelado. Traz arrobas de mimos. Traz acantonamentos no chão da sala. Traz declarações do amor que só cresce. E memórias ...memórias que perdurarão pelo tempo.  

segunda-feira, 18 de março de 2013

domingo, 10 de março de 2013

[ Das ] Delicias desta vida!!


O fim da tarde de domingo significa o regresso a casa das minhas três estrelas, e a alegria com que correm para mim deixa-me deliciada. Aqui é casa. Eu sou o porto de abrigo seguro. E é aqui que absorvem o ADN de todos os dias.

sexta-feira, 1 de março de 2013

[ Do ] M de tantooooooo !!

 
O tempo passa. Passam os dias, as horas, os minutos, os segundos. Vinca-se dentro de mim uma certeza. Eu e ela temos um oxigénio único. Eu e ela temos, de facto, um amor assim [ daqueles que sóooo cresce ] !!

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

[ De ] Ontem !!








Todo o tempo que lhes dedico potencia a renovação das minhas células e [re] confirma aquilo que sou!!

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

[ Das ] Constatações do dia que ainda vai a meio!!



O que me apetecia?!?! FUGIR.
Para onde?!?! LONGE.
Porquê?!?! Ser tudo sozinha deixa-me exaurida de todo.
Conclusão?!?! O meu colo cresce com eles. Assim sendo, nada de queixas.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

[ Dos ] Momentos importantes !!



Ainda não lhes tinha contado da cirurgia. Tinha de me sentir mais tranquila antes disso. Não sendo o fim do mundo sempre lhes altera as cabecinhas e na realidade só me viram parar quando em Novembro de 2011 me queimei. Por estar ciente da reacção da altura achei por bem explicar com tempo o que vai acontecer e o porquê de acontecer. Todos iguais. Todos diferentes. A M. encheu o ar de perguntas técnicas. O V. veio sentar-se perto e esfregou-me, esfregou-se como só os gatos sabem fazer. A B. permaneceu em silêncio e horas mais tarde, colocou-me a música abaixo no perfil do FB, porque a música é uma forma de expressão igualmente maravilhosa. 



segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

[ Da ] Noite de Reis !!

Estrelicia



Na sexta-feira ofereceram-me estrelícias. E a nossa mesa do Jantar de Reis ficou ainda mais bonita. Porque Noite de Reis será sempre Noite de Reis. Noite de mesa bonita. Noite onde a cor tangerina se funde com a cor inebriante dos bagos de romã e o brilho único do mel. Noite de profunda e imensa gratidão !! 

[ Das ] Coisas do infinito !!

Mama Sloth & Baby Napping

Durante a noite senti que chegava. Liguei a luz e lá estava ela de almofada numa mão e fadinha na outra.

 " ...posso deitar-me aqui, ao pé de ti?!"
"...estavas a sonhar?! "
"...não, mas acordei e lembrei-me do teu quentinho. Tu estás sempre quentinha!! "

 Envolvidas uma na outra adormecemos. Uma parte de mim ainda lá está.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

[ Das ] Verdades desta vida by Mum's The Boss !!



[ Dos ] Encantos de, também, se ter um filho menino!!

 
 
É o menino do meio. O homem entre as suas mulheres. Muito consciente de que sofre muito com todas nós e em especial com a pequena M. , mas muito ciente de que é profundamente amado por cada uma de nós. Adora cozinhar comigo. Diz que eu fico ainda mais mãe quando cozinho. E ainda olha para mim com o olhar de quem e para quem serei a única mulher existente neste mundo. Esta manhã foi ter comigo ao quarto e dando comigo já vestida, calçada e a ultimar a maquilhagem diz com a voz mais sedutora e talibã do universo " adoro ver-te assim vestida, ficas uma brasa ". Eu que ainda o aninho como se fosse recém-nascido fiquei-me ali a babar com aquele piropo matinal e a pensar onde teria eu a cabeça quando dizia que só quereria ter filhas meninas. Live and Learn!!

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

[ Do ] Regresso !!

Green


Regressam a mais uma etapa escolar. Com isto eu regresso ao implacável despertador mas a uma rotina de cuidados que adoro. O preparar-me. O ajudar a prepara-los. O pequeno almoço todos juntos. O arranjar dos lanches. As recomendações. Os momentos de zaragata entre eles mas também os de entre-ajuda. O começo do dia. Esta será sempre a hora mais perfeita de todas.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

[ Do ] Natal !!

gingerbread house cup topper
 
 
Deixo sempre para a última semana a compra dos mimos importantes. Hoje, foi o dia. Encontrei tudo o previamente imaginado. E agora estão os quatro bem escondidinhos.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

[ Do ] Amanhã é dia *!!

welcome
 
 
 
Amanhã é um grande dia para esta família renascida. Amanhã chega o Natal. É dia de ir ao sotão, dia de enfeitar a casa. É dia de zaragatas para ver quem faz melhor, quem chega primeiro e afins. É dia de comer gulodices, dia de lareira acesa. É dia de coração cheio.
 
 
*  E será dia de pintarmos uma tela que servirá de registo. Estão cinco anos volvidos desde que, a quatro, recomeçámos tudo do nada. Estão cinco anos volvidos de Natais diferentes. Natais serenos. Natais repletos de paz. Natais, estes sim, inesquecíveis.