sábado, 15 de fevereiro de 2014

[ De ] Quando precisas !!



Pedes pouco para ti. És sempre muito mais para os outros. Fazer quem te rodeia feliz supera o muito com que a vida te contrariou e contraria. Mas quando precisas, pedes. Pedes sem vergonha, nem pudor. Pedes porque sabes que te é vital. E não és mulher de coisas. És uma mulher de afectos. Não te deixa a brilhar um relógio. Mas um gesto que te afague a alma no momento certo será coisa para te criar uma memória eterna. E quando precisas, pedes. Pedes sempre na expectativa de seres atendida como atendes os outros. Mas estranhamente não és e isto vai sempre ser algo capaz de te magoar em profundidade. 

1 comentário:

Bento 2014 disse...

Não recordo o autor, mas foi lido faz muitos anos num jornal:
"O POVO QUE TEMOS- Quem tiver paciência, e oportunidade, de ler e consultar os jornais de há 60 ou 70 anos, e mais, e se der ao trabalho de comparar o que então se dizia e fazia, com o que actualmente se diz e faz, não pode deixar de se surpreender com o paralelismo flagrante de situações e de oratória política. Com efeito, dando mostras do mesmo congénito sinal de incapacidade entre a manifestação da vontade e a capacidade de traduzir a mesma em actos positivos, o português, cada vez mais aferrado a hábitos de calaceirice e indolência mental, propõe mas não actua, perora e denuncia mas, para tanto prefere sempre o anonimato, projecta mas não realiza, e sem verdadeiro e autêntico sentido de humor, fabrica piadas ou faz anedotas. No capítulo físico , é teso, mas quanto a valentia, que é aceitação racional e calculada dos riscos e do perigo, vai-se contentando com os "brandos costumes", e a crença do que é preciso é sorte e dinheiro para gastos. De modo que, a par das pseudo-soluções em que é fértil, consente, perfeitamente à vontade, o crime, a desonestidade, a violação do Direito, e o "gamanço", a que chama "esperteza". Verborreico e superficial, por atavismo, não possui qualquer sentido dramático da existência - e aqui se diferencia basicamente do espanhol - e é capaz de misturar, facilmente, o heroísmo com a cobardia. Saudavelmente, porém, diante do pior drama, faz pilhéria. É este o Povo que temos".