segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

[ Do ] Freud que explica muita coisa, eu é que nem sempre me apetece ler!!


Assim é. Assim será. Lidar com as minhas vulnerabilidades nunca é tarefa fácil. Fácil é olhar para o espelho e ver só aquilo que a maioria das pessoas vê ou quase a sua totalidade. A mulher sorridente. A emocionalmente independente. A que está sempre e só disponivel para os outros. Aquela que esconde a tristeza sempre que precisa, também ela de disponibilidade e não a encontra de retorno. Existem dias em que isto era tudo o que queria ser. No entanto, esta não sou eu. Esta é apenas a imagem de barreiras erguidas, de defesas em riste. O [ EU ] é, também, outra coisa. É aquela que começou a fazer caminho faz pouco tempo. Aquela que tropeça, cai, esfola os joelhos e cuja a alma e o corpo choram se cessar. É aquela que, não raras vezes, é uma menina que precisa que lhe seja passada as mãos pelos cabelos e que lhe digam baixinho que [ assim está bem, que amanhã vai ser melhor e que vai correr tudo bem ]. É a que arregaça as mangas para trabalhar e nessa hora leva tudo à frente. É a que muitas vezes se questiona, esperneia e faz birras. É a que ama desalmadamente e tem medo disso. Esta é aquela que poucos conhecem. Aquela que nem todos são capazes de amar. Porque fácil é amar a perfeição. Dificil é amar o imperfeito. Se a chegar aos 40 gostava de ser de outra forma?! Talvez. Mas, talvez se assim fosse estaria tudo vivido, a morte chegaria mais cedo e eu quero viver. Assumir as minhas vulnerabilidades sem vergonha é utilizar cada uma  delas como uma mola que me impulsiona para o degrau seguinte. Grata. Sempre grata. 

2 comentários:

Helena disse...

E que dizer, para além de que adorei este texto e que à medida que o lia, só pensava que podia ter sido eu a escrevê-lo? Pouco ou nada, Princesa. Grata. Sempre grata, pelas tuas palavras e partilhas.
Um beijinho

Unknown disse...

Um beijo Helena daqui até aí !!

:)