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Esta é uma semana na qual muitos aproveitam para reflectir sobre uma realidade mais comum do que se julga, mais imperceptível do que se pensa. Nem sempre se detectam os sinais. As verdadeiras vitimas são eximias na arte de esconder. E por vezes quando confrontadas de alguma forma defendem os agressores, protegendo-os para além do que o comum mortal consegue perceber. E é assim. É assim até ao dia que deixa de ser. Ou porque não se aguenta mais. Ou porque é tão grave que se torna impossível de controlar as fugas para fora dos limites do "lar". Depois lida-se com outros sentimentos diferentes dos que se tinham lidado até então. A pena. A critica. Os julgamentos de valor. O cinismo dos abutres. Tudo isto passa, demora mas passa... muitas vezes porque são mulheres determinadas e rodeadas de um núcleo que as envolve para além dos limites do corpo físico massacrado. Dos outros sentimentos vivenciados, extingue-se o pânico do imediato ,mas permanece o medo, a insegurança e a instabilidade com que se lida mal. Perdem-se os tiques nervosos, mas em alturas especificas as mãos e muitos vezes o corpo treme sem controlo. A humilhação essa arrasta-se pelos séculos. Todas as histórias que se ouvem neste dia podem ser diferentes, mas em cada uma encontramos a transversalidade, aquela que nos aumenta o nó da garganta e nos faz correr as lágrimas que nunca deveríamos chorar.

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