Ontem morreu-me um Professor. Foi assim que o conheci e assim que sempre o tratei. Mais tarde quis o encaminhamento da vida que ele e a sua família se tornassem próximos de mim e dos meus filhos. Vi-o ser pai, marido e posteriormente avô. Trabalhei perto dele nalgumas causas que defendíamos. Era raro o dia que não o via, muitas vezes a pé no passo acelerado de quem o aposentamento não era sinónimo de rotina. Relembro-os enquanto casal, unidos no companheirismo, na admiração mútua e na fé que ambos claramente professavam. Relembro especialmente, a altura do meu divórcio em que tiveram, ambos, comigo uma conversa que jamais esquecerei. E sou grata pelos ralhetes que me deu e pelos sorrisos que me arrancou, enquanto aluna e mais tarde na amizade.

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