Não raras vezes encaro a vida como se de um ciclo de água em constante fluência se tratasse. Os momentos. As pessoas. O que pensamos. O que imaginamos. O que sonhamos. Mais momentos. Mais pessoas. Muitos mais sonhos. Coisas que nunca acontecerão. Outras que se nos materializam sem que sequer nos apercebamos. E eu gosto de escutar o barulho da água. E eu gosto de contemplar água. Desde que tenho sensação de mim que a água me cura o corpo e a alma, que me serena a turbulência interior, aquela que ninguém vê. E sim gosto de encarar a vida como se de água se tratasse. Com mares, rios, ribeiros, lagos, fontes e bicas. Grata. Sempre grata.

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