Merco besta corrida por meio saldo de mula manca A arrastar o estribo albarda caída de cilha folgada Ossada bicuda a furar a pele traseira toda empenada Cabresto aos nós corda roída que os abanos desanca
Moscas no lombo prontas ao ninho atrás das orelhas Aos solavancos soltando sonoros imundos a cada patada Cascos moídos feitos em farelo sem cangalha amarrada Lá vai ruminando a palha curtida de gastas gorpelhas.
Pelo sumido ensebado basta ajeitar-lhe os sarilhos Rebarbar-lhe os cascos para lhe calçar uns meotes Que de crinas assoveladas ensaia logo uns pinotes No arrasto do chocalho o estafermo foge aos trilhos
Dente arreganhado cor de feno cata-vento no roncar O fedor podre que expele de tanta névoa nem cheirá-lo Não nos contam os arreios se é burro mula ou cavalo Mas tem qualquer ferradura pronto coice para dar
2 comentários:
Merco besta corrida por meio saldo de mula manca
A arrastar o estribo albarda caída de cilha folgada
Ossada bicuda a furar a pele traseira toda empenada
Cabresto aos nós corda roída que os abanos desanca
Moscas no lombo prontas ao ninho atrás das orelhas
Aos solavancos soltando sonoros imundos a cada patada
Cascos moídos feitos em farelo sem cangalha amarrada
Lá vai ruminando a palha curtida de gastas gorpelhas.
Pelo sumido ensebado basta ajeitar-lhe os sarilhos
Rebarbar-lhe os cascos para lhe calçar uns meotes
Que de crinas assoveladas ensaia logo uns pinotes
No arrasto do chocalho o estafermo foge aos trilhos
Dente arreganhado cor de feno cata-vento no roncar
O fedor podre que expele de tanta névoa nem cheirá-lo
Não nos contam os arreios se é burro mula ou cavalo
Mas tem qualquer ferradura pronto coice para dar
Brutal !!
;)
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