Diz-me ele [ o puto grande, a propósito do nascimento {dos primogénitos } ] :
" (...) nesse dia um pouco de nós morre na individualidade e renasce num novo
ser. É por isso que nos multiplicamos a cada rebento que colocamos neste
mundo. A partir do momento que isso acontece jamais seremos os mesmos e
jamais confinaremos a nossa existência unicamente a nós próprios."
ser. É por isso que nos multiplicamos a cada rebento que colocamos neste
mundo. A partir do momento que isso acontece jamais seremos os mesmos e
jamais confinaremos a nossa existência unicamente a nós próprios."
E, digo eu:
De facto, tudo passa a importar. Tudo o que até então seria relativo. A gestão do tempo e
do espaço. A tomada de opções, por mínimas que nos pareçam. A organização de valores
humanos e, a forma como lhes servimos de exemplo na transmissão desses valores.
Porque se num segundo, só estávamos nós, no segundo seguinte passamos a ter um ser
que nos é entregue "por empréstimo" que temos de cuidar, nutrir, educar, assegurar que se
torna PESSOA. Passamos a conhecer o significado do amor incondicional. Passamos a ter a
noção do que significa resiliência total. E, vamos nos multiplicando sim. Vamos nos
multiplicando a cada nascimento. Mas, mais importante, vamos nos multiplicando a cada
dia sempre e, cada vez mais e, assim será "para sempre, até ao [nosso ] último suspiro ".

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