quarta-feira, 21 de março de 2012

[ Dos ] Sonhos parvos ou talvez não...



Decorria a Primavera de 2009, era sábado e estava sozinha em casa. Num acesso que ainda hoje não sei bem explicar, chegado nem sei de onde, desatei a partir loiça como se não existisse o dia seguinte. Parti pratos, canecas, copos...de seguida apanhei tudo, abri a gaveta dos talheres e garfos, facas, colheres, saltou tudo para junto dos cacos. Preparei-me para sair e fui comprar coisas. Comprei copos rosa choque, verdes , turquesa. Comprei pratos verde alface, pratos brancos. Comprei garfos, facas e colheres. Comprei tachos e panelas, tolhas e afins. E, comprei flores e velas...enchi a casa de flores e velas nesse sábado. Cozinhei horas a fio nem me lembro quantas...só sei que não conseguia parar. Nunca me irei esquecer dos olhos arregalados dos meus filhos quando chegaram a casa no domingo. Nunca me irei esquecer da metamorfose que sofri neste dia. 

[ Esta noite sonhei com isto. Não um sonho distante. Antes um sonho presente de tão real que foi. A memória perdida de um dia de Primavera onde, o nada, e, o tudo foram os convidados de honra.  A memória perdida de um dia de Primavera onde uma parte de mim voltou a renascer e fazer sentido nesta vida.] 

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