Não raras vezes me sinto atropelada pelo passado, pelo meu intenso passado. Não raras vezes sinto que o meu passado me limita o presente. Não raras vezes sinto que o meu passado me condiciona o futuro. Ainda assim, tenho continuado na busca incessante de mim. Uma incessante busca. Um caminho, repleto tantas vezes de pedras, mas, tantas outras vezes, repleto de pétalas espalhadas... sempre ciente que um dia, um qualquer dia, chegaria ao destino final. E, eis que, chegada ao destino final, tem sido imperioso encarar o passado com a coragem de uma leoa, como se disso dependesse o imenso. Chegada ao destino final é imperioso olhar e absorver o presente com a humildade de quem, afinal, nada sabia, com a simplicidade de quem acabou de nascer, com a determinação que os bebés encerram em si perante a epopeia dos primeiros passos. Unicamente certa de que o presente é especial por si só. Unicamente certa que o futuro será em muito fruto do hoje.


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