Hoje, pela hora de almoço, a Madalena, no auge dos seus seis anos, explicava-me " sabes?!?! ...é que eu amo-te com amor, daquele amor que os filhos sentem pelas mães e pelos pais..." e questionada da diferença, acrescentou " daquele amor que sóooooo cresce " . Retive-a apertada nos meus braços, sussurrando-lhe ao ouvido que entendia o que dizia e que a amava assim, da mesma forma, tudo isto perante o olhar extasiado dos irmãos que rapidamente também quiseram colo de um metro e meio de mãe, um colo que cresce assim tal como acontece com o amor que nos une. Um amor que se multiplica, uma e outra e mais outra vez. Um amor que se expande para dentro, para cima, para baixo, para os lados. Um amor que me coloca o coração fora de portas e que me faz ser a cada dia mais resiliente, mais capaz, mais inteira. Um amor sem fim que transborda.
[Ela ensina-me coisas fabulosas e, hoje, ela fez-me pensar sobre isto.]


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