Este texto foi escrito em 2010 mas, na realidade , continua, porventura, muitissimo actual.
...à cerca de três anos aprendi a relativizar. Comecei por achar
relativo o que sentia...o que vivia...aquilo em que acreditava e a
forma como o expressava...tornou-se para mim relativo aquilo que as
outras pessoas pensavam de mim (...) e, tomei consciência de que não
tinha um quadro de percepções, quer dizer, ter, até tinha, mas, eram
turvas, completamente desclarificadas.
O General George
Patton escreveu : " Não estamos em retirada estamos apenas a avançar
noutra direcção." Esta frase representa aquilo que é o poder supra-sumo
da real perspectivação das coisas.
A verdade é que a
perspectiva que temos sobre situações, momentos e impulsos pode alterar
por completo o rumo da história que vivemos. A cada um de nós é dada a
capacidade de enquadrar as coisas de uma forma positiva ou negativa e
fortes são aqueles que conseguem seguir a primeira via. Só quando
aprendi a relativizar é que me tornei permeável, flexível, capaz de
absorver o melhor do Universo. Aprender a colocar tudo numa perspectiva
abrangente, como se conseguisse visualizar tudo do exterior e não,
limitada por normas, regras de sociedade e ideias pré-concebidas,
torna, diariamente, a minha história repleta de coisas fantásticas,
vividas intensamente.
Por isso, sou, definitivamente, uma
mulher de perspectivas e não de expectativas. Isto, pode parecer, sem
dúvida, mais cansativo aos olhos de alguns...aos meus olhos...é
estimulante e criativo...e, eu, não saberia viver de outra forma.
Recadinho para a humanidade: [...e temos pena??...ná...nem por isso...]

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