quarta-feira, 14 de setembro de 2011

[Dos] Escritos do Arrumadinho !!




                                                                                                                
Depois de ler isto , [ aqui ] by O Arrumadinho e que também transcrevo em baixo, foi impossível não pensar que...são estas experiências de vida que vamos tendo que nos permitem ter o descernimento para ir alterando o nosso modus operandi, clarificando objectivos e seguindo em frente.
Quando não nos sentimos felizes ou não estamos no trilho certo, o ter um ordenado xpto não nos faz necessáriamente cair aos pés [o milagre da Maria da Felicidade] isto porque, por um lado não temos  paixão interior que nos dote da capacidade de tirar satisfação do que temos...limitamo-nos a gastar aleatóriamente ou então seguimos velhos clichés [ casa com jardim ...carrinho á porta ...fériasinhas... futilidadesinhas para inglês ver] sendo que  depois ao fim e ao resto vamos a ver não está lá merdaaa alguma que nos faça sorrir com o coração, uma vez, que, por outro lado vamos vivendo [no deixa ver o que isto vai dar] e, a vontade para alterar as coisas ou escolher as ditas "despesas correntes" de uma forma coerente é nulaaaaaaa.  E, eis-nos chegados ao reino das frustrações, das guerrinhas, das confusões, do consequente desapego...das relações mais azedas de fel de coelho!! Se a falta de dinheiro pode ser um problema ainda que exista amor e cumplicidade, a existência do mesmo também o é quando o problema base é a falta de união do casal.

Perceber efectivamente aquilo que me fazia feliz fez com que a minha vida financeira e consequentemente a dos meus filhos se alterasse profundamente...não foi fácil deixar de ter dois ordenados e passar a ter só um, pois, não foi fácil, na realidade teve [ e, por vezes, ainda tem, quês e porquês] mas, vou aprendendo e ensinando a ajustar com coerência os recursos que temos e, dia a dia vou aprendendo e ensinando a arte que é disfrutar ao máximo de coisas infimas. Sempre com positivismo!!!



O outro lado do dinheiro



Não acredito em amores e cabanas. Acredito em amores em cabanas, mas não acho que uma coisa e outra cheguem para a felicidade.
Há dias falei sobre a forma cega como muita gente põe o dinheiro à frente de tudo, como o dinheiro lhes tira o discernimento ou como o dinheiro condiciona cada passo que dão. Mas uma coisa é por o dinheiro no centro da equação da felicidade - e isso acho que é errado - outra é retirar a parcela do dinheiro quando se fala numa vida feliz e sem problemas - e nisso eu não acredito.
Não acho, mesmo, que seja por se ser multimilionário que se será necessariamente mais rico. Mas sei que quando o dinheiro falta a probabilidade de haver conflitos entre casais e muito maior. E não digo isto tanto pelas coisas maravilhosas que se podem fazer com muito dinheiro. Não é por se ter um Ferrari que se é mais feliz do que uma pessoa que tem um BMW. Mas já acho que quem não pode ter, sequer, um carro pode enfrentar uma série de condicionamentos que, em muitos casos, levam a problemas, conflitos e infelicidade.
Ao longo da vida já passei por várias fases económicas, umas melhores, outras piores. E aconteceu-me sempre aquilo que eu defendo: as vidas ajustam-se consoante as possibilidades (dentro de alguns limites, porque com 500 euros por mês não há ajuste possível, ou se arranja uma pessoa para partilhar despesas, ou então não dá para viver com o mínimo de dignidade). E na verdade, agora que olho para trás, confirmo aquilo que muita gente diz e que me recusava a acreditar: não é por ganhar muito que vou ser mais feliz, até porque para se ganhar muito tem de se trabalhar para lá do limite, e isso traz consequências a outros níveis.
Mas muitos dos conflitos, até internos, que tive estiveram de alguma forma relacionados com a frustração de não conseguir determinados objectivos porque o dinheiro não me chegava para isso. Houve uma fase na minha vida em que questionei, de facto, tudo o que fazia, já que me matava a trabalhar, tinha um salário bastante razoável, mas o dinheiro ia-se em despesas correntes, em coisas estúpidas, que têm de ser pagas, e isso fez-me perder, em determinada fase, a vontade de continuar empenhado no que fazia. Mas não desisti. Só que no meio dessa luta, algo ia ficando para trás na minha vida, e na minha relação, porque me sentia triste e frustrado profissionalmente, não tanto pelo que fazia, mas mais pelo facto de fazer muito, ganhar o que achava ser suficiente, privar-me de algumas coisas que me davam prazer, mas no final do mês o dinheiro não dava para mais nada.
E sei que isso acontece com muitas outras pessoas. O querer e não poder gera frustração, raiva, infelicidade. E isso tudo leva a que percamos tolerância, a que fiquemos irritadiços, leva a duvidarmos do futuro e a olhar para a frente sem grande esperança. Até porque quando temos folga financeira, podemos usar esse dinheiro para determinados escapes que ajudem a contornar ou mesmo a anular conflitos. Há escapadinhas de fim-de-semana, há idas a um spa ou a um ginásio, há férias três vezes por ano, há mil e uma coisas que se podem fazer. Mas quando não há dinheiro, não há nada disto, e só nos resta continuar a lutar ou desistir.
Só há essas duas formas de olharmos para o problema da falta de dinheiro, e da ausência de perspectivas para que as coisas mudem. E vendo as coisas assim só podemos lutar e acreditar. Dessa luta, seguramente virão pequenas vitórias. Das pequenas vitórias pequenas alegrias. E até se chegar ao final da guerra só temos de ir acreditando. Mesmo que percamos, ao menos, pelo caminho, fomos positivos. E quando se é positivo é tudo melhor.




1 comentário:

Princess Charming disse...

Se já tinha gostado do texto dele, mais gostei da adaptação que fizeste à tua própria realidade. Parabéns!