domingo, 22 de março de 2009

La Trappe...



...esta cerveja é propícia a dissertações várias...e ontem a noite passou, também, pelo Mercado da Cerveja cá da burgo-aldeola...
E, a conversa, que começou não sei bem como, foi dar aos caminhos do AMOR e numa mesa em que a variedade impera [casados, divorciados, solteiros assumidos...] as opiniões divergem e convergem a uma velocidade relâmpago.
A B. e o J. vivem um casamento, no qual, ambos olham na mesma direcção e por isso, caminham juntos e tranquilos, cientes dos seus problemas. Eu e o G. temos histórias de vida semelhantes, cedo, nos entregámos (e sim este é o termo, para ambos...) e contávamos tudo o que construímos foi em função de quem conosco dividia a vida, perante as desilusões, virávamos tudo do avesso para manter o "amor" e a família...e fomos andando até desistirmos, ainda, que o tenhamos feito por motivos diferentes. A S. é assumidamente só e não se veria de outro modo.
Por tudo isto as opiniões em relação ao amor são muitas...
Confunde-se a paixão e o amor.
Vemos o outro através dos nossos olhos emocionais e não como eles são, na realidade.
Por medo de se estar sozinho, mascara-se de amor algo mais forte que nos liga a alguém.
Procura-se, no outro, o preenchimento interior, quando temos a imensa dificuldade de nos encontrar conosco próprios, lá bem dentro de nós, onde só nós podemos chegar.
Enfim...não teria fim...
Quanto a mim, penso que foi fundamental perceber que existia um EU, que, antes de tudo, tinha de ser amado por mim e só por mim. Ter aprendido a estar só comigo e sentir-me prenchida, ainda assim, foi uma imensa vitória, acho que só daqui poderei partir para o resto. Vivo "os meus estados de apaixonamento" de forma intensa, porque com eles a vida tem um colorido mais forte, tudo fica mais brilhante.
Guardo presente uma frase sábia de quem já viveu muito "O Amor não é algo que se encontre fora de nós."
E, eu acredito que são muitos e insondáveis os caminhos que trilhamos para que, talvez um dia, possamos conhecer um Amor...Amor...

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